Friday, July 27, 2012

A investida abortista.


Bruno Braga.


No segundo turno da eleição presidencial de 2010 a então candidata Dilma Rousseff, com a colaboração de sua poderosa militância, esgoelava histericamente para todos os cantos que uma “campanha sórdida” estava sendo tramada contra ela. A conspiração macabra consistia em repetir o que ela mesma havia dito: que era a favor do aborto. Para aquele que ainda acredita que forças ocultas maquinavam contra Dilma, assista ao trecho da sabatina da Folha de São Paulo, em 2007:
 

 
Com a repercussão negativa de sua posição – pois a imensa maioria da população brasileira recusa o aborto – Dilma assinou uma declaração afirmando ser pessoalmente contra o aborto. Além disso, no mesmo documento, se comprometia a preservar a legislação vigente sobre assunto caso fosse eleita.

Depois de vencer a disputa eleitoral – e de algum tempo ocupando a cadeira presidencial – seria pertinente especular sobre a “conversão” de Dilma: ela havia mudado, de fato, a sua posição sobre o aborto? Definitivamente não. Tudo não passou de uma farsa para não perder força na corrida presidencial. E aquela declaração restou como um pedaço de papel borrado de tinta, porque a hoje “Presidenta” não apenas preserva a sua convicção, mas trabalha para a implantação do programa do seu Partido e está empenhada no cumprimento dos acordos estabelecidos por seu padrinho e antecessor nas Nações Unidas. Dilma nomeou para a Secretaria de Políticas para as Mulheres uma militante abortista: Eleonora Menicucci, que inclusive participou de um treinamento clandestino na Colômbia através do qual “autocapacitava” as gestantes na técnica de aspiração e dilaceramento de fetos – para a Ministra isto era “uma coisa muito linda” [1].

O empenho destas pessoas, grupos e Partidos – que conta com o financiamento de fundações internacionais, como Rockfeller, Ford e MacArthur – não tem limite. Ele toma a forma de ONG’s; é disfarçado com a máscara de “grupo de estudos”; patrocina profissionais da saúde; pratica o ativismo judicial; coopta personalidades influentes na mídia e na sociedade para servirem de “idiotas úteis” – e se infiltra em encontros internacionais para forjar compromissos, como aconteceu com a tentativa fracassada no Rio +20.

A estratégia mais nova para a promoção do aborto é uma medida administrativa. Sob o pretexto da “redução de danos” o Sistema de Saúde brasileiro pretende acolher as mulheres que desejam abortar e orientá-las sobre os métodos existentes para a consumação da prática, indicando a opção mais segura de acordo com as particularidades de cada gestante. Para a ministra Eleonora Menicucci não há ilícito nenhum neste procedimento, porque ela considera crime somente a prática efetiva do aborto: “o governo entende que não é crime orientar uma mulher sobre como praticar o aborto” [2].

Esta declaração não é uma expressão absurda de cinismo ou hipocrisia. É sintoma de uma obsessão mórbida. Porém, ela tem um método. O Pe. Paulo Ricardo, junto com sua equipe, elaborou um documento que detalha minuciosamente este projeto (o arquivo PDF está disponível no final do artigo). O conteúdo deste material é indispensável para que o cidadão – independentemente de sua crença ou fé - possa se inteirar da situação e, com base em dados reais e concretos, se posicionar.

Quando o Supremo Tribunal Federal – assentado na propaganda abortista de um conceito controverso - decidiu pela permissão do aborto de anencéfalos, a porta havia sido aberta. Naquele momento assisti a um vídeo que gostaria de compartilhar com o leitor. É de um bebezinho com acrania, que infelizmente faleceu não faz muito tempo. No entanto, a expressão do seu rostinho – da pequena Vitória – poderá acompanhá-lo na leitura do documento abaixo.  




Pe. Paulo Ricardo, documentação.



Referências.

[1]. Cf. BRAGA, Bruno. “Teste de sensibilidade – Um resultado provável” [http://dershatten.blogspot.com.br/2012/03/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_18.html].    




Wednesday, July 25, 2012

Anexo. "The KGB Connections".


Bruno Braga.


O documentário abaixo é um complemento do artigo “Depoimento imprescindível: Ladislav Bittman” [1].  “The KGB Connections: An investigation Into Soviet Operations in North America” (1982) foi escrito e produzido por Martin Burke. A película traz o depoimento de Ladislav Bittman. Embora o ex-expião tcheco não cuide aqui da trama e dos documentos falsos apresentados no artigo de referência – através dos quais a inteligência da Tchecoslováquia comunista pretendia responsabilizar os Estados Unidos pelo Golpe de 64 no Brasil -, ele descreve outras operações e métodos utilizados pelos revolucionários. Além disso, o documentário contém outros depoimentos – inclusive algumas considerações do também desertor Yuri Bezmenov -, exibe informações importantes sobre a revolução cubana, sobre a infiltração comunista nas Universidades, no governo dos Estados Unidos e na ONU.




Referências.

[1]. Cf. BRAGA, Bruno. “Depoimento imprescindível: Ladislav Bittman” [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/07/depoimento-imprescindivel-ladislav.html].

Sunday, July 22, 2012

Depoimento imprescindível: Ladislav Bittman.


Bruno Braga.


Se há alguma seriedade na “Comissão da Verdade” – isto é, uma preocupação honesta e sincera com a história do país – os seus integrantes deveriam incluir em suas pautas investigativas o depoimento de Ladislav Bittman, autor do livro “The KGB and Soviet desinformation”. Bittman, sem dúvida alguma, prestaria um enorme serviço à nação, principalmente no domínio pedagógico, derrubando a mitologia revolucionária que atribui aos Estados Unidos a trama do golpe de 31 de Março de 1964.

Bittman é um desertor da inteligência da Tchecoslováquia comunista, país satélite da matriz soviética. De quatorze anos em que trabalhou para a revolução, dois foram como Vice-comandante do Departamento de Desinformação. Em seu livro, Bittman revela como ele e o serviço secreto tcheco atuaram no Brasil. O objetivo da operação era desenhar artificialmente as novas diretrizes da política externa americana, ressaltando, sobretudo, os propósitos da exploração econômica e da interferência nas condições internas dos países latino-americanos - além disso, havia o propósito de responsabilizar a CIA pela trama de intrigas antidemocráticas e de planejar golpes de Estado.

Para o sucesso da operação foram disseminadas três falsificações. A primeira era um falso comunicado da Agência de Informação dos Estados Unidos, que trazia os princípios fundamentais da “nova política externa americana”. O documento forjado apareceu em meados de Fevereiro de 64 na publicação “O Semanário”. A segunda falsificação foi promovida através de circulares emitidas por uma organização inexistente - “Comitê para a luta contra o Imperialismo Yankee” -, que denunciavam a presença no país de agentes da CIA, do DOD e do FBI disfarçados de Diplomatas.

A terceira falsificação – e um dos pilares da mitologia revolucionária - foi uma carta redigida por J. Edgar Hoover, então diretor do FBI, destinada a um de seus agentes, Thomas A. Brady. A correspondência creditava ao FBI e à CIA o sucesso da execução do golpe de 64. Com este falso documento os comunistas pretendiam envolver os americanos diretamente na deposição de João Goulart. Sobre esta conspiração Bittman faz uma observação curiosa: a inteligência tcheca incluiria somente a CIA na trama; foi obrigada a envolver o FBI porque não tinha em mãos o papel timbrado da CIA para ser utilizado na falsificação.

Diante destas informações, o depoimento de Ladislav Bittman seria imprescindível para uma “Comissão” que pretende a “Verdade”. Ele poderia esclarecer outros dados presentes no seu livro, como os nomes dos jornalistas que a inteligência tcheca tinha à sua disposição na America Latina e do jornal político do qual era proprietária até 1964 no Brasil.

Mas, os integrantes da “Comissão da Verdade” estariam, de fato, interessados em, no mínimo, conferir estas informações? Não. Porque o propósito deste grupo é atestar a versão – e a mitologia - revolucionária dos acontecimentos, e assim falsificar a História de um país. Este é o procedimento sutil e indolor da revolução cultural, que em vigência no Brasil há décadas, foi capaz de esconder o próprio livro de Bittman, publicado desde 1985.

De qualquer maneira, o leitor comprometido com o conhecimento, pode verificar por conta própria o testemunho do ex-espião tcheco. Disponibilizo abaixo o link para o livro de referência de Ladislav Bittman em formato PDF. Os trechos que descrevem a operação comunista no Brasil podem ser lidos da p. 08 até a 11. Se o inglês for um obstáculo, é possível consultar uma tradução do trecho publicada pelo grupo Ternuma [1] com uma excelente introdução de Olavo de Carvalho, que há tempos alerta sobre a importância do testemunho de Ladislav Bittman. Mas, que o interessado não se contente apenas com este fragmento: eu recomendo a leitura integral do livro.




Referências.


Friday, July 20, 2012

Não é "política pura".


Bruno Braga.


Não, o que escrevo não é “política pura”, como ouvi outro dia. O elemento “político” é parte da questão – ou melhor, é uma das expressões dela. Porque a política é feita por pessoas de carne e osso, que carregam certas habilidades e virtudes, sentimentos e paixões, fragilidades e fraquezas, e as transformam em projetos sociais ou planos de governo. Sendo assim, o correlato necessário da política é a pessoa concreta e a sua interioridade: sem este elemento fundamental e originário o jogo político seria uma fantasmagoria - uma encenação composta por emanações fugazes e sem realidade viva, da qual os discursos de “Intelectuais” e analistas, repletos de espectros e abstrações estratosféricas, são frequentemente amostras assombrosas.   

Exemplifico o que disse. Não raro exponho temas relacionados ao movimento revolucionário. Engana-se quem vê nestas exposições somente uma análise ou descrição da luta pelo poder – uma disputa por cargos, prestígio e dinheiro. Porque enxerga apenas uma parte do problema – ou, como dito anteriormente, apenas a sua expressão. Falta o elemento originário e fundamental.

O movimento revolucionário é promovido por pessoas, gente viva que na complexidade de sua alma traz um conjunto de habilidades, fraquezas e tensões. Esta interioridade é acessível a qualquer um que nela mergulhe para apreendê-la: é necessário o esforço do recolhimento e um sincero exame de consciência. Assim é possível sondar o grau de ruptura e a carga de revolta que preenchem o peito. Não contra fatos ou eventos particulares, mas sim contra o mundo na sua totalidade, contra a humanidade. É possível verificar ainda se este descontentamento atingiu o ódio avassalador, aquele dirigido até mesmo contra as instâncias superiores da existência, e que no ato mesmo do assalto reivindica para si – ou para o seu grupo – o poder divino destronado para remodelar, ao seu gosto e capricho, o mundo e a humanidade que tanto o desagradam.

Que ninguém se espante por guardar e alimentar todos estes sentimentos. Nem mesmo os santos, com a superioridade de seu caráter, com os seus milagres e prodígios, se viram completamente livres deles: estavam cientes da tensão da vida humana e dos sentimentos baixos que precisavam dominar. Porém, se esta tensão interior é definitivamente rompida, e aqueles sentimentos são transformados em movimento político, então a revolta adquire uma expressão pública.

A vida de Che Guevara – não a do mito, mas a da pessoa viva – representou isto: uma ruptura interior radical, que em um surto de autodivinização, fez de si mesmo um Anjo Vingador, justificado a fuzilar e a matar para transformar o mundo e a humanidade.

Nestes termos, não se trata, aqui, de “política pura” – na acepção ordinária do termo -, mas de algo mais. Porque o jogo de poder é travado por pessoas reais de carne e osso que expressam o seu fundo interior em projetos sociais e planos de governo – como os promovidos pelo movimento revolucionário. Se o leitor carece de uma amostra mais efetiva para compreender o que foi dito, que mergulhe na sua intimidade interior para sondar a condição da sua própria semente revolucionária.     


Sugestão de leitura.

BRAGA, Bruno. “Delírio de onipotência” [http://dershatten.blogspot.com.br/2012/05/delirio-de-onipotencia.html].

Filmografia.

“Che, Anatomia de um Mito”, Luis Guardia, 2005 [http://dershatten.blogspot.com.br/2012/06/filmografia-che-anatomia-de-um-mito.html].

Wednesday, July 18, 2012

Anexo. "Entrevista com Aristóteles Drummond" [1].


Bruno Braga.


Os vídeos dispostos logo abaixo complementam o artigo de referência. Eles apresentam o painel promovido pelo Clube Militar, “1964, A Verdade”, em 29 de Março de 2012. Além do jornalista Aristóteles Drummond, Heitor de Paola e o Gen. Luiz Eduardo da Rocha Paiva compuseram a mesa – o mediador foi Ricardo Salles.

O evento ficou marcado pelo tumulto do lado de fora da sede do Clube Militar, no qual militares octogenários foram sentenciados sumariamente pela militância revolucionária com insultos, agressões e cusparadas. O funesto episódio foi tema da série de artigos “Verdade Mutilada” [2] – título que faz alusão à proposta da “Comissão da Verdade”: fazer da versão revolucionária sobre o Movimento de 64 e sobre o Regime Militar a história de um país.


Clube Militar, “1964 – A Verdade”.

Parte I.


Parte II.




Referências.

[1]. Cf. BRAGA, Bruno. “Entrevista com Aristóteles Drummond” [http://dershatten.blogspot.com.br/2012/07/entrevista-com-aristoteles-drummond.html].


Friday, July 13, 2012

Entrevista com Aristóteles Drummond.



Bruno Braga.


Aristóteles Drummond é jornalista, escritor, articulista e apresentador. Neto do historiador Augusto de Lima Júnior, conserva a obra do ilustre avô. Foi dirigente e consultor de empresas como a Light, Eletronorte, Cemig, e outras. Além de todas estas atividades, participou intensamente da vida política do Brasil.
 
Nesta entrevista informal, Aristóteles dá o seu testemunho sobre um importante momento histórico para o país, e que ecoa no presente com a “Comissão da Verdade”: o Movimento de 64 e o Regime Militar.
 
Ambos reconhecemos algumas divergências sobre o assunto. Mas, independentemente de uma ou outra observação, conservamos um ponto em comum: eu, natural de Barbacena, e ele, um cidadão honorário da cidade.


Bruno Braga. Aristóteles, você poderia contar um pouco da sua história e apontar em que ponto ela é cruzada pelo movimento de 64? 

Aristóteles Drummond. Sou católico, de família católica, com uma história de gerações com presença na vida política e intelectual do Brasil. Aprendi com meus pais e meu avô materno, o historiador mineiro Augusto de Lima Junior, a cultuar os valores da nacionalidade, o respeito à história e aos homens que a fizeram. Desde os 12 ou 13 anos lia muito sobre Brasil e sobre personalidades mundiais. Natural que, em 62, com 18 anos incompletos, desse inicio à minha presença na luta pela democracia, reunindo jovens e lançando um movimento, o GAP Grupo de Ação Patriótica - através de uma entrevista na terceira página de O GLOBO, dia 8 de agosto de 1962. Tinha acesso a este grande jornal, que na época estava alinhado no combate ao comunismo no Brasil, inclusive por ser afilhado de batismo de um de seus diretores, Rogério Marinho e meu pai ser amigo de toda a vida da família. O Chefe da Redação era um democrata, Alves Pinheiro. Depois...

Bruno Braga. O Comunismo, naquele momento, era uma ameaça real para o Brasil?

Aristóteles Drummond. Mais do que ameaça. Estavam no governo, manipulavam entidades importantes e suas verbas, o país vivia um clima de insegurança, com greves, invasões no campo e uma escalada totalitária que chegou a encampar, no final do regime Goulart, refinarias de petróleo privadas. Por isso a Revolução foi amplamente apoiada pela sociedade em geral. Nenhuma reação. Foi como a saída recente do Presidente Lugo, do Paraguai. Caíram de podres...

Bruno Braga. O Regime Militar tinha uma proposta totalitária – de domínio de todas as dimensões da vida social – ou concentrava-se propriamente no combate do movimento revolucionário, sobretudo dos grupos armados?

Aristóteles Drummond. Nunca houve intenção totalitária e muito menos governo totalitário. Não confundir com a Cuba dos inimigos da Revolução. O movimento, que foi cívico-militar e não militar, implantou um regime autoritário, mas respeitando o direito de ir e vir, a propriedade, a liberdade de imprensa – com alguns momentos depois de censura leve – nunca proibiu jornais estrangeiros nem se bloqueou emissões internacionais de radiodifusão, coisa que acontece até hoje nos países comunistas como Cuba, China e Coréia do Norte. Combate ao terrorismo só em 68 em diante, face aos atentados, sequestros de diplomatas, etc... O que a Revolução fez, no Governo Castelo Branco foi a modernização do Brasil com Roberto Campos, criando o Banco Central, o BNH, que deu sete milhões de moradias ao brasileiro, a EMBRAPA, a EMBRAER, EMBRATUR e tantas outras entidades fomentadoras do progresso. Costa e Silva em cerca de dois anos de mandato, pois ficou doente, duplicou a Via Dutra, asfaltou a Belém-Brasília, construiu a Ponte Rio-Niterói - que leva seu nome – e revelou ao Brasil grandes personalidades como Delfim Neto, Mário Andreazza. O Chefe da Casa Civil era o notável político mineiro Rondon Pacheco.

Bruno Braga. Esta questão está relacionada com a anterior, mas gostaria de saber especificamente sobre o cidadão comum. Ele, que tinha os seus projetos e ideais, a rotina dos estudos, do trabalho, ou uma vida familiar, era de alguma forma ameaçado pelo Regime Militar, ou levava normalmente a sua vida?

Aristóteles Drummond. Ameaçado nunca, melhorou foi de vida, viu o país crescer, viu a corrupção diminuir, viu a ordem nas ruas, viu o Brasil sair de 46a economia para chegar à oitava, patamar em que ainda está, ou perto disto. O ensino superior cresceu com a abertura para o setor privado. O brasileiro gostou tanto que dava maioria ao partido do governo, apesar da orquestração competente das esquerdas no meio da mídia e da cultura.

Bruno Braga. Você vê algum contraste entre o discurso dos idealizadores, membros e defensores da “Comissão da Verdade” e a sua própria experiência daquele momento histórico?

Aristóteles Drummond. Nada disto. Esta comissão é uma aberração. Tem a lei da anistia, tem o tempo decorrido, tem a união dos brasileiros a ser preservada, e é totalitária por se dirigir só a um lado, quando a violência foi dos dois lados. E com requintes. Considero esta parte como que um caso de polícia, como é tratado no mundo hoje o combate ao terrorismo. Nada diferente. Em nome de ideais confusos - não eram democratas liberais, mas comunistas, mataram, sequestraram, denegriram o país lá fora. Gente que por mais bem intencionada que fosse não tinha bons exemplos e boas lições em casa, ou tiveram e não digeriram. Uma pena, um jovem trocar o estudo e o trabalho para agir com violência, sem sentido e sem possibilidade de êxito. Todos estão nos partidos de esquerda hoje. Não tem um nos democratas. MAS NÃO POSSO deixar de pedir que fique registrado que nós, de 64, acreditamos na anistia, na superação do passado, olhamos o Brasil com amor por todos, inclusive reconhecemos fatos positivos depois que as esquerdas chegaram ao Poder com FHC, QUE INVENTOU ESTA INDÚSTRIA DE INDENIZAÇÕES É BOM LEMBRAR. Nós não temos a formação do ódio, nem da intolerância, muito menos da violência. E ela só existiu nos porões policiais, como hoje ainda é comum nas regiões metropolitanas nos embates da autoridade e transgressores. Seria indigno se o Exército, por exemplo, permitisse, docemente, que parte de nosso território ficasse em mãos de comunistas revolucionários. Tiveram de ir lá e cumprir com o dever constitucional, moral e histórico. Sinto muito pelos que morreram, não apenas os militares, mas aqueles jovens que estavam iludidos, jogando na aventura frustrações pessoais ou familiares. Nada fora de Freud pode explicar uma loucura de menos de cem jovens dominar um país que vivia seus grandes movimentos de progresso e ordem.

Nota. Para conhecer um pouco mais sobre a vida e o trabalho de Aristóteles Drummond, visite o site [http://www.aristotelesdrummond.com.br/index.asp].

Anexo.