Saturday, September 26, 2015

Raúl Castro dá ao Papa uma "calurosa bienvenida" comunista.

Bruno Braga.
 



Francisco deixou Cuba no dia 22 de Setembro. A visita do Papa à ilha caribenha era aguardada com expectativa, e não só pelo objetivo apostólico, mas por ter sido o Pontífice uma espécie de "intermediário" na tão propagandeada "aproximação" entre Cuba e os Estados Unidos.

Raúl Castro deu a "más calurosa bienvenida" a Francisco [1]. Mas, diante do Papa, o Presidente cubano - para contrariar os que ainda creem numa "abertura" do regime totalitário - reafirmou o compromisso com a ditadura comunista:

"Avançamos resolutamente na ATUALIZAÇÃO de nosso modelo econômico e social para construir um SOCIALISMO próspero e sustentável" [...] "PRESERVAR O SOCIALISMO é garantir a independência, soberania, desenvolvimento e bem-estar da Nação" [2].

O irmão de Fidel ainda fez uma alusão importante:

"Os povos da América Latina e do Caribe avançam até sua INTEGRAÇÃO" [...] "A unidade, identidade e INTEGRAÇÃO REGIONAL devem ser defendidas" [3].

"Integração" é uma referência ao processo estratégico de transformar a América Latina na imensa "Patria Grande" comunista. Um projeto de poder totalitário e criminoso, traçado e promovido pelo Foro de São Paulo - organização fundada por Lula e por Fidel Castro - e por outras instâncias associadas, como a UNASUL, CELAC, ALBA, o BRICS [4].

Na presença do Papa, Raúl Castro reafirmou a "devoção" ao totalitarismo comunista. E mais. Mentiu na cara do Pontífice para maquiar o caráter opressor do regime cubano: "Exercemos a liberdade religiosa como direito consagrado em nossa Constituição" [5].

A Constituição de Cuba reza:

Art. 55. O Estado, que reconhece, respeita e garante a liberdade de consciência e de religião, reconhece, respeita e garante ao mesmo tempo a liberdade de cada cidadão para mudar de crença religiosa ou não ter nenhuma, e a professar, dentro do respeito à lei, o culto religioso de sua preferência [6].

No entanto, a própria Constituição adverte:

Art. 62. Nenhuma das liberdades reconhecidas aos cidadãos [o que inclui a suposta "liberdade religiosa"] pode ser exercida contra o estabelecido na Constituição e nas leis, NEM CONTRA A EXISTÊNCIA E FINS DO ESTADO SOCIALISTA, nem contra a decisão do povo cubano de CONSTRUIR O SOCIALISMO E O COMUNISMO.
A infração deste princípio é punível [7].

Na visita do Papa, o regime cubano tratou de cumprir à risca o que está estabelecido na sua Constituição. Os opositores foram vigiados, receberam ameaças e - com Francisco na ilha - foram presos. A denúncia é do "Movimiento Cristiano Liberación":

"Rosa María Rodriguez, membro do Conselho Coordenador do 'Movimiento Cristiano Liberación' foi detida hoje, 20 de Setembro, às 7 da manhã, em Havana, QUANDO SE DIRIGIA À MISSA QUE O PAPA IA CELEBRAR na Praça José Martí da capital cubana".

[...]

"Muitos são os dissidentes PRESOS, AMEAÇADOS ou IMPEDIDOS de ASSISTIR AOS ENCONTROS E MISSAS QUE O PAPA FRANCISCO ESTÁ REALIZANDO EM CUBA, e se espera que essa escalada repressiva continue" [8].

Carlos Payá, do "Movimiento Cristiano de Liberación", fala sobre as detenções dos opositores durante a visita do Papa Francisco a Cuba. Cf. [http://www.rtve.es/alacarta/videos/los-desayunos-de-tve/desayunos-200915-0830/3293424/] - a partir do tempo [44:25] [9].

"Liberdade religiosa", portanto, apenas para os que fecham os olhos ou se calam diante da opressão do regime comunista. Ou para os que se "convertem" a uma "fé" corrompida e desfigurada pela Teologia da Libertação [10]. Não a da Santa Igreja Católica, mas a que respeita o artigo 62 da "tábua da lei" cubana e o seu "mandamento": "construir o socialismo e o comunismo". Tudo pela imposição de um "reino" totalitário na Terra, com o sangue dos cristãos fuzilados no paredão, com a falsificação e a intrumentalização da fé e da própria Igreja.

O que Francisco pensou ao ouvir o discurso de Raúl Castro? Somente o Papa pode revelar. No entanto, é inegável que recebeu a "más calurosa bienvenida" de um farsante, que confessa o compromisso com a preservação de um regime totalitário e opressor, que finge a existência de "liberdade religiosa" em Cuba para promover a sua verdadeira "profissão de fé": transformar a América Latina na imensa "Patria Grande" comunista [11].


ANEXO.

Polícia cubana prende opositores que tentaram se aproximar do Papa Francisco.


REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. "En nombre de este noble pueblo, le doy la más calurosa bienvenida". Granma, 19 de Setembro de 2015 [http://www.granma.cu/papa-francisco-en-cuba/2015-09-19/raul-castro-en-nombre-de-este-noble-pueblo-le-doy-la-mas-calurosa-bienvenida].

[2]. Idem.

[3]. Idem.

[4]. Cf. "Foro de São Paulo: a confabulação comunista no México" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-confabulacao.html]; "A 'prestação de contas" do ex-Secretário do Foro de São Paulo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/05/a-prestacao-de-contas-do-ex-secretario.html]; "Foro de São Paulo: a gênese criminosa da 'Patria Grande' comunista" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-genese-criminosa-da.html].

[5]. Idem.

[6]. Cf. "Constitución de la Republica de Cuba" [http://www.cuba.cu/gobierno/cuba.htm].

[7]. Idem. A observação entre colchetes é minha.

[8]. Cf. "Comunicado de Prensa del Movimiento Cristiano Liberación" [http://www.oswaldopaya.org/es/2015/09/21/comunicado-de-prensa-del-movimiento-cristiano-liberacion/].

[9]. RTVE - Espanha. apud. "Movimiento Cristiano Liberación" [http://www.oswaldopaya.org/es/2015/09/21/television-espanola-carlos-paya-mcl-detenciones-durante-visita-del-papa/] (Fonte da imagem utilizada na publicação).

[10]. Cf. "Francisco: Fidel e a Religião" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/09/francisco-fidel-e-religiao.html].

[11]. Cf. "Foro de São Paulo: a gênese criminosa da 'Patria Grande' comunista" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-genese-criminosa-da.html].


LEITURA RECOMENDADA.

Tuesday, September 22, 2015

Francisco: Fidel e a Religião.

Bruno Braga.




Em visita a Cuba, Francisco se encontrou com Fidel Castro. No domingo, 20 de Setembro, após a celebração da Missa na Praça da Revolução, em Havana, o ditador cubano abriu as portas de sua casa para receber o Papa. Eles conversaram - segundo o Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano - sobre o meio ambiente e a atual situação do mundo. Na protocolar troca de presentes, Francisco recebeu o livro "Fydel y la Religión: conversaciones con Frei Betto" [1].




Publicado em 1985 [2], o livro é mais que a reprodução das entrevistas que Fidel Castro concedeu a Betto para falar sobre religião. Nele, o líder da revolução cubana "canoniza" o psicopata sanguinário que ordenava o fuzilamento de cristãos: "Se Che fosse católico, se Che pertencesse à Igreja, teria todas as virtudes para que fizessem dele um santo" (p. 376) - trata-se do mesmo Che Guevara, que ostentava: "Não sou Cristo nem filantropo. Sou totalmente o contrário de um Cristo" [...] "Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar movida apenas pelo ódio". "Fydel y la Religión" reune um mostruário de disparates e absurdos com estratégias práticas para, sorrateiramente, tomar de assalto a Igreja Católica e utilizá-la na promoção da revolução comunista. É o que o próprio Betto afirma nas páginas do livro:
"Então, hoje há um número infinito de Comunidades Eclesiais de Base em toda a América Latina; no Brasil existem cerca de 100 mil Comunidades Eclesiais de Base, que são grupos de cristãos, operários, campesinos, marginalizados, nas quais se reúne perto de três milhões de pessoas" [...] "Não é fácil convencer um operário, ou um campesino, de que deve lutar pelo socialismo, mas é muito fácil dizer o seguinte: 'Olha, homem, nós cremos em um só Deus'" [...] (pp. 282-283).

Betto confessa publicamente o plano de manipular a fé - de fraudá-la - para ludibriar os fiéis e conduzir o engajamento deles no ativismo revolucionário. O instrumento para estabelecer a manipulação é a Teologia da Libertação, definida por Betto no livro oferecido ao Papa como "um reencontro do cristianismo com suas raízes" (p. 291). Uma farsa, pois a Teologia da Libertação - de acordo com as revelações de Ion Mihai Pacepa, o ex-agente do serviço secreto da Romênia comunista que participou diretamente da execução do plano - foi concebida pela KGB para instrumentalizar a Igreja Católica, utilizando justamente Cuba como plataforma para disseminá-la [3].

O resultado da ação ardilosa pode ser avaliado pelo mapa político. A Teologia da Libertação contribuiu de forma efetiva para a ascensão do projeto de poder comunista na América Latina, sobretudo na ampliação e no fortalecimento do Foro de São Paulo, a organização criada por Lula e por Fidel Castro - e com a participação direta de Betto, ele mesmo um "apóstolo" da teologia revolucionária que utiliza o disfarce de "frei" [4] - para estabelecer no continente a imensa "Patria Grande" comunista. Um sucesso reconhecido pelo ex-Presidente do Paraguai, Fernando Lugo [5], e pelo próprio ex-Presidente Luiz Inácio:
"Mas por que é que eu cheguei aonde cheguei? Porque eu tenho por detrás de mim UM MOVIMENTO. Eu tenho por detrás de mim uma grande parte dos estudantes, do PT, a CUT, a "base da Igreja Católica" [quer dizer, a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO] [...] EU ERA FRUTO DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO" [6].

Em sua viagem apostólica à Bolívia, Francisco recebeu de Evo Morales um crucifixo talhado sobre o símbolo comunista da foice e do martelo. Um escândalo e uma afronta [7]. Mas, o presente de Fidel Castro não é menos ofensivo. Nele, o martírio dos católicos não está visível, como na peça oferecida pelo cocaleiro, e nas suas linhas o ditador cubano trata de negar a tortura e o fuzilamento dos que morreram no paredão gritando "Viva Cristo Rey!" (p. 221). Um cinismo malígno para conseguir estabelecer - por meio da fraude, do engano, da Teologia da Libertação - uma aliança inconcebível entre cristãos e comunistas, e com ela promover um projeto de poder totalitário e criminoso. No exemplar de "Fidel y la Religión", o ditador cubano escreveu uma dedicatória: "Para o Papa Francisco, por ocasião da sua visita a Cuba com admiração e respeito do povo cubano". Na dedicatória original do livro, porém, Betto expressa, com mais uma falsificação, qual é de fato o real objetivo do livro: "A todos os cristãos latino-americanos que, entre incompreensões e na bem-aventurança da sede de justiça, preparam, à maneira de João Batista, OS CAMINHOS DO SENHOR NO SOCIALISMO" (p. 14).



REFERÊNCIAS.

[1]. "Francisco encontra Fidel Castro". Rádio Vaticano, 20 de Setembro de 2015 [http://br.radiovaticana.va/news/2015/09/20/francisco_encontra_fidel_castro/1173396].

[2]. "Fidel y la Religión". Conversaciones com Frei Betto. Oficina de Publicaciones del Consejo de Estado: La Havana (1985).

[3]. PACEPA, Ion Mihai. "A KGB criou a Teologia da Libertação" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/01/a-kgb-criou-teologia-da-libertacao.html]. Tradução do Capítulo "Liberation Theology" (15), que é parte do livro "Disinformation": former spy chief reveals secret strategis for undermining freedom, attacking religion, and promoting terrorism (WND Books: Washington, 2013); "As raízes secretas da teologia da libertação". Trad. Ricardo R. Hashimoto. Mídia Sem Máscara, 11 de Maio de 2015 [http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/15820-2015-05-11-05-32-01.html]; "A Cruzada religiosa do Kremlin". Trad. Bruno Braga [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/04/a-cruzada-religiosa-do-kremlin.html]; "Ex-espião da União Soviética: Nós criamos a Teologia da Libertação". ACIDigital, 11 de Maio de 2015 [http://www.acidigital.com/noticias/ex-espiao-da-uniao-sovietica-nos-criamos-a-teologia-da-libertacao-28919/].

[4]. Sobre Betto: "A promoção efetiva da Teologia "Socialista-Comunista" da Libertação" [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/05/a-promocao-efetiva-da-teologia.html]; "Sob a ´benção´ do ´Comandante´" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/02/sob-bencao-do-comandante.html]; "Um EXCOMUNGADO sem vergonha" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/04/um-excomungado-sem-vergonha.html]; "A 'profissão de fé' de Betto" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/08/a-profissao-de-fe-de-betto.html]; "A 'pedagogia' do Foro de São Paulo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/04/a-pedagogia-do-foro-de-sao-paulo.html].

[5]. Cf. "O engodo da libertação e o poder" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/10/o-engodo-da-libertacao-e-o-poder.html].

[6]. Cf. "Não, a guerra não acabou", apenso III, vídeo - tempo: [01:39].

[7]. Cf. "Francisco: a cruz, a foice e o martelo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/07/francisco-cruz-foice-e-o-martelo.html].

Saturday, September 12, 2015

Hijrah na Europa: "refugiados" colonizam um continente.

Robert Spencer.


Frontpage Magazine, 04 de Setembro de 2015.
Tradução. Bruno Braga.




No mês de agosto, 104.460 pessoas, aproximadamente, buscaram asilo na Alemanha [1]. Um novo recorde. São 413.535 refugiados e imigrantes registrados em 2015 - até agora. O país espera um total de 800.000 pessoas este ano. E isso é apenas na Alemanha. O continente europeu inteiro está sendo inundado com uma quantidade de refugiados sem precedentes na história. Esta já não é somente uma "crise de refugiados". É hijrah.

Hijrah, ou jihad por emigração, é, de acordo com a tradição islâmica, a migração ou viagem de Maomé e seus seguidores de Meca a Iatreb - renomeada posteriormente como Medina - no ano 622. Foi depois da hijrah que Maomé tornou-se, pela primeira vez, não apenas um pregador de idéias religiosas, mas um líder político e militar. Isso foi o que originou suas novas "revelações", exortando seus seguidores a cometerem violência contra os infiéis. Significativamente, o calendário islâmico considera a hijrah o início do Islã, e não o nascimento de Maomé ou a ocasião de sua primeira "revelação" - o que implica que o Islã não está completo sem o componente político e militar.

Migrar pela causa de Allah - isto é, mudar-se para uma nova terra com o propósito de levar o Islã para aquele lugar - é considerado um ato altamente meritório. "E quem migrar pela causa de Allah encontrará na terra muitos refúgios e abundância", diz o Corão. "E quem abandonar sua casa, migrando por Allah e seu Mensageiro, e for surpreendido pela morte, sua recompensa já se tornou um dever para Allah. E Allah é Indulgente e Misericordioso" (4:100). Os status elevado de tais imigrantes levou, há poucos anos, um grupo de jihadista britânico a ganhar notoriedade (e um ofuscamento por parte do governo) por celebrar o 11 de Setembro e se autodenominar "Al-Muhajiroun": Os imigrantes.

Uma hijrah de magnitude muito maior está agora sobre nós. Evidências de que é uma hijrah, e não simplesmente uma crise humanitária, surgiram em Fevereiro, mas foram pouco noticiadas na época e quase imediatamente esquecidas. O Estado Islâmico publicou um documento intitulado "Líbia: o estratégico portão de entrada para o Estado Islâmico" [2]. Portão de entrada para a Europa, isto é: o documento exortava os muçulmanos a irem para a Líbia e cruzarem, como refugiados, para a Europa. O documento informa os aspirantes a jihadistas que armas do arsenal de Gaddafi são abundantes e fáceis de serem obtidas na Líbia - e que o país "tem uma costa extensa e aponta para os estados Cruzados do sul, que podem ser alcançados com facilidade até com um barco rudimentar".

O Estado Islâmico não pensa em poucos jihadistas saindo da Líbia. Foi revelado, também em Fevereiro, que os jihadistas planejam inundar a Europa com até 500.000 refugiados [3]. O número dispara agora - só na Alemanha - para muito mais que isso. Claro, nem todos os refugiados são jihadistas islâmicos. Nem todos são Muçulmanos, embora a maioria seja. No entanto, não está havendo nenhum esforço para determinar a adesão dos refugiados à Sharia e o desejo de trazê-la para sua nova terra. Tal esforço seria "Islamofobia". Existem indícios de que o Estado Islâmico está colocando o seu plano em ação: já foram encontrados jihadistas entre os refugiados tentando entrar na Europa. Haverá muito mais descobertas de tal tipo.

Oitocentos mil refugiados Muçulmanos em apenas um ano. Isso irá transformar a Alemanha, e a Europa, para sempre, sobrecarregando as economias prósperas dos seus países mais ricos e alterando a paisagem cultural de tal forma que será irreconhecível. No entanto, a discussão séria que precisa ser estabelecida sobre a crise é ofuscada pelo usual disparate: o Washington Post publicou um artigo irresponsável e incendiário [4], comparando aqueles que estão preocupados com o este afluxo maciço de Muçulmanos para Europa com os Nazistas da década de 30, prontos para incinerar judeus aos milhões. A estrela de Hollywood, Emma Thompson, acusou as autoridades britânicas de racismo por não acolherem mais refugiados [5] - como se as autoridades britânicas já não tivessem feito o bastante para destruir a sua nação.

E assim vai. Se você não aceitar o admirável mundo novo que certamente trará mais jihadistas e mais Sharia para a Europa, então você é um Nazista e um racista. Enquanto isso, ninguém está se incomodando em perguntar, e muito menos em responder, uma questão central: por que a Europa tem a incumbência de absorver todos esses refugiados? Por que não a Arábia Saudita ou os outros países Muçulmanos ricos em petróleo e com espaço em abundância? A resposta não é dada, porque as autoridades não-Muçulmanas não querem acreditar e os Muçulmanos não querem isto declarado ou conhecido: os refugiados têm que ir para Europa porque é uma hijrah.

Esta é também a sentença de morte da Europa.



REFERÊNCIAS.

Monday, September 07, 2015

O decreto do Foro de São Paulo em Minas Gerais.

Bruno Braga.




No ano passado, a Presidente Dilma Rousseff assinou o espantoso decreto 8.243. Com ele, anunciava-se a criação dos "conselhos populares", que ampliariam a participação popular nas instâncias decisórias da administração pública. Na estrutura dos tais conselhos, contudo, os representantes da "sociedade civil" - "movimentos sociais", ONG's, coletivos - seriam grupos subordinados ao PT e aos seus aliados. Sendo assim, o decreto - diferentemente da propaganda - não era um instrumento para o cidadão comum, mas um mecanismo para ampliar a esfera de domínio de um consórcio político. Uma estratégia ardilosa, ditada por uma organização internacional com o propósito de "reposicionar o Estado" e "assegurar a hegemonia" comuno-petista: era o decreto do Foro de São Paulo [1].

Denúncias de rebaixamento do legislativo e golpe. O decreto 8.243 foi derrubado na Câmara dos Deputados. Ele ainda precisa ser apreciado pelo Senado, embora já esteja em plena fase de implantação. Não na esfera da administração federal, mas em âmbito estadual.

Em 2014, o petista Fernando Pimentel foi eleito governador de Minas Gerais. Terrorista comunista e "companheiro de armas" de Dilma Rousseff [2], ele prestou serviços à Presidente como Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, envolvendo-se no esquema que utilizou o BNDES para agraciar parceiros do PT no Foro de São Paulo - como Cuba e Venezuela - com empréstimos multimilionários [3].

Pimentel tomou posse e prometeu a "criação de um novo conceito de governar", com "canais de participação, de comunicação, de interferência e de influência nas decisões públicas" [4]. O petista, então, criou os "Fóruns Regionais".

A identidade entre os "conselhos populares" e os "Fóruns" mineiros não está apenas na forma - Pimentel, como Dilma, também assinou um "decreto", o 46.774 [5]. O governador de Minas recorreu aos mesmos pretextos e ardis da Presidente: [...] "fortalecer e articular as representações territoriais e a atuação conjunta entre a administração pública estadual e a SOCIEDADE CIVIL na FORMULAÇÃO, na EXECUÇÃO e no MONITORAMENTO, na AVALIAÇÃO de programas e políticas públicas e no APRIMORAMENTO e DEMOCRATIZAÇÃO da gestão pública" (art. 1o.).

Na publicidade, "a missão dos Fóruns é garantir a presença da população na construção e no planejamento de políticas públicas" - "o objetivo é garantir a voz da população de Minas Gerais" [6]. No entanto, a realidade - a execução da proposta - é bem diferente. Trata-se do mesmo artifício observado anteriormente: alojar e conferir poder a agentes e grupos ligados ao consórcio comuno-petista, utilizando a justificativa de viabilizar a "participação social" (art. 2o., I, II) e promover a "ampliação" dos "mecanismos de controle social" (art. 2o., V). Uma amostra da trapaça pôde ser vista na própria cerimônia de lançamento dos "Fóruns Regionais", onde um líder do MST - grupo de guerrilha comunista do PT e do Foro de São Paulo [7] - recebeu lugar privilegiado, junto de outros "companheiros", como um autêntico representante das "organizações da sociedade civil", que teriam "autonomia", "livre funcionamento" e "independência" (art. 2o., IV).



É importante observar o papel decisivo da Secretaria de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania dentro da estrutura e do funcionamento dos "Fóruns Regionais" - dos "conselhos populares" - de Minas Gerais. Isto porque, o secretário é Nilmário Miranda. Como o governador, ele também foi "companheiro de armas" da Presidente Dilma nas atividades do terrorismo comunista. E mais, Nilmário participou ativamente do Foro de São Paulo [8]

Muito bem. Os "conselhos populares" enfrentaram reação em âmbito nacional. Minas Gerais, ao contrário, foi dividida em "Territórios", e vários "Fóruns Regionais" já estão instalados [9]. O processo de transformação do estado em um reduto comuno-petista chama a atenção para um projeto de poder que tomou dimensões continentais, que cresceu na ambição de transformar a América Latina na imensa "Patria Grande" comunista, mas que recentemente assumiu o propósito de promover uma "interiorização". No seu último encontro, realizado neste ano no México, o Foro de São Paulo contabilizou governos "subnacionais" - isto é, prefeituras e governos estaduais - entre as suas conquistas [10]. Não parece exagero pensar que - com Pimentel e seus "Fóruns Regionais" - Minas Gerais estaria entre elas.



REFERÊNCIAS.

[4]. Cf. "Íntegra do discurso do governador Fernando Pimentel na cerimônia de Transmissão de Cargo", Agência Minas Gerais, 01 de janeiro de 2015 [http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/integra-do-discurso-do-governador-fernando-pimentel-na-cerimonia-de-transmissao-de-cargo/].

[6]. Cf. Apresentação dos Fóruns Regionais, p. 02 [http://www.forunsregionais.mg.gov.br/Upload/arquivos/folder_de_apresentacao.pdf].

[7]. Cf. "O MST e o Foro de São Paulo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/12/o-mst-e-o-foro-de-sao-paulo.html]; "O MST e as FARC" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/12/o-mst-e-as-farc.html]; "MST - acordo bolivariano, doutrinação e guerrilha" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/11/mst-acordo-bolivariano-doutrinacao-e.html].

[8]. Cf. "Nilmário: o secretário mineiro e o Foro de São Paulo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/09/nilmario-o-secretario-mineiro-e-o-foro.html].

[9]. Cf. "Fóruns Regionais" [http://www.forunsregionais.mg.gov.br/].

[10]. "Foro de São Paulo: confabulação comunista no México" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-confabulacao.html]. 

Tuesday, September 01, 2015

Nilmário: o secretário mineiro e o Foro de São Paulo.

Bruno Braga.



Não é o único documento. Mas este - que têm o timbre oficial do Foro de São Paulo (Cf. imagem) - comprova de maneira inapelável a participação de Nilmário Miranda nas atividades da organização fundada por Lula e por Fidel Castro para concretizar o ideal de transformar a América Latina na imensa "Patria Grande" comunista [1].


Hoje, Nilmário é o Secretário de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania de Fernando Pimentel - o terrorista comunista que, antes de ser alçado governador de Minas Gerais, participou, na condição de ministro de Dilma Rousseff, da tramóia para beneficiar aliados do PT no Foro de São Paulo, como Cuba e Venezuela, com empréstimos multimilionários do BNDES [2].

Membro da POLOP (Organização Revolucionária Marxista Política Operária), Nilmário - como seu atual chefe - também foi "companheiro de armas" da Presidente Dilma em organizações terroristas.

O petista serviu ao ex-Presidente Luiz Inácio - fundador do Foro de São Paulo - como Secretário Nacional de Direitos Humanos. Nilmário tem um trabalho dedicado às comissões de "anistia" e da "verdade". É um militante da mentira forjada para consagrar a história romântica de que os terroristas lutaram pela "democracia" durante o Regime Militar. Não. Eles empunharam armas - antes mesmo de 1964 - para implantar o comunismo no Brasil. Se fracassaram com guerrilhas, atentados, bombas, sequestros, assassinatos e "justiçamentos", foram bem sucedidos priorizando a revolução cultural e a ocupação de espaços. O poder do Foro de São Paulo e a posição que ocupam os velhos "companheiros" são a prova inequívoca da dimensão que tomou o projeto. Expandiu-se pela América Latina, mas também "interiorizou-se", com seus agentes em Minas Gerais [3].



REFERÊNCIAS.



[3]. "Foro de São Paulo: confabulação comunista no México" - cf. trecho sobre a "interiorização" do projeto de poder comunista em prefeituras e governos estaduais.


LEITURA RECOMENDADA.

BRAGA, Bruno. "Genézio 'arrebanha' militância comuno-petista em Minas" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/genezio-arrebanha-militancia-comuno.html].