Friday, July 03, 2015

A barbárie comuno-bolivariana: "destruíram-me a vagina, o ânus e a bexiga".

Juíza denuncia os parceiros do PT na Venezuela - o falecido tiranete Hugo Chávez e o seu herdeiro Nicolás Maduro - no projeto do Foro de São Paulo para transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista.


Na Venezuela, María Lourdes Afiuni rompeu o silêncio. Em audiência realizada no dia 30 de Junho de 2015, a juíza expôs os detalhes da tortura, maus-tratos e estupro que sofreu em 2010, quando esteve presa no "Instituto Nacional de Orientación Feminina" (INOF).

Thelma Fernández - advogada de Afiuni - contou como foi o depoimento no Tribunal. Afiuni relatou "como lhe destruíram a vagina, o ânus e a bexiga, quando guardas do INOF e funcionários do Ministério da Justiça a estupraram" [...] "narrou que um agente da Guarda Nacional a feriu com uma botinada, causando-lhe uma distensão em parte do seio. Destacou que presas condenadas por ela foram transferidas para celas ao lado da sua, e que foi vítima de vários ataques, não sendo feito nada para evitá-los. Confessou que em várias oportunidades aspergiram gasolina na sua cela". Certa vez, no estabelecimento penal feminino, "houve um princípio de incêndio, retiraram todas as detentas, menos a juíza, que deixaram trancada na cela". Em outra ocasião - conta ainda a advogada Thelma Fernández - Afiuni foi conduzida até o Hospital Militar "para fazer um exame ginecológico, fizeram-na se despir na presença de mais de 20 funcionários da GNB" [Guarda Nacional Bolivariana].

"Em seis anos destruíram a minha vida, a da minha filha e da minha família. Na Venezuela, os juízes não julgam, eles satisfazem os caprichos do governo", conta a própria María Lourdes Afiuni. Ouça o forte e pesado depoimento no áudio abaixo:


María Lourdes Afiuni está sendo julgada por deixar em liberdade o empresário Eligió Cedeño, seguindo uma resolução da ONU. A juíza obteve liberdade condicional em junho de 2013, mas está proibida de sair da Venezuela, de falar nos meios de comunicação nacionais e internacionais, e de escrever nas redes sociais Twitter e Facebook.


FONTES.


Tradução e adaptações: Bruno Braga. 

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