Sunday, December 02, 2012

Hino de louvor.



Bruno Braga.


O PT tem uma aparência externa higienizada. Construída não apenas com o vestuário e com o cuidado do semblante físico - como a barba feita do ex-Presidente e os seus ternos Armani; mas também com o discurso, elaborado com palavras de ordem, de defesa dos “pobres e dos excluídos”, com projetos de “verdadeira democratização” e de construção de um “novo mundo”. A aparência encantadora que maquia a podre ambição interior: a dominação total do Socialismo-Comunismo.

Porém, o projeto disfarçado foi exposto, cantado com reverência na celebração dos 32 anos de existência do partido [1]. Depois que as lideranças e estrelas do PT tomaram o palco do evento – com a Presidente Dilma Rousseff à frente e a presença do ovacionado quadrilheiro José Dirceu - foi executado o Hino da Internacional Socialista.    


A canção que já foi o hino nacional da União Soviética e do Partido Comunista do mesmo país fora entoada – e com alguns punhos cerrados para o alto, no gesto tradicional:

“Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional”.  

Uma tradução que não reproduz completamente o sentido dos dois últimos versos originais:

“L’Internationale
Sera le genre humain”.

A solenidade – o hino entoado pelas lideranças, dirigentes e pela militância – apresenta os princípios e o horizonte do PT. O partido que é uma das engrenagens de um funesto projeto de poder com dimensões continentais: o movimento revolucionário latino americano articulado no Foro de São Paulo [2].


Referências.

[1]. Brasília, 10 de Fevereiro de 2012.




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